segunda-feira, 27 de junho de 2011

Things about Alaska 3

"Don't ever look a bear into his eyes"

Things about Alaska 2

Tudo no Alaska é bastante gelado...

Things about Alaska 1

No Alaska há muitos mosquitos. Dizem que é apenas quando a maré desce. Mas, nesse caso, a maré está sempre vazia. Já vi mais mosquitos que ursos polares, alces ou Palins. Há mosquitos que eu sei lá.

domingo, 26 de junho de 2011

At the Capitol Hill, Washington D.C.



Grande dia. Interessantes conversas nos corredores do poder, em Washington. Tudo off the record. Pena...

Vai um Obama para Pequeno-Almoço?

Ainda pensei pedir um Obama Chili, mas como vinha com a família toda, achei melhor comer apenas um Donut. Foi no Kramerbooks de Dupont Circle (Washington DC).



sexta-feira, 24 de junho de 2011

Da série Futilidades Americanas 3

Em Washington não há Vodka Preta.

Da série Futilidades Americanas 2

As multas de trânsito por mau estacionamento em Washington custam 25 dólares.

Da série Futilidades Americanas 1

Washington não devia chamar-se Washington D.C. Mas sim Washington A.C.
Não há restaurante, loja, cantinho, sala, corredor, taberna, espelunca que não tenha Ar Condicionado. Ligado no máximo, por sinal.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

How do you say kiss in portuguese?

A sala tinha um cheiro esquisito, pouco agradável. As paredes eram amarelas. Quando chegámos havia umas quinze mulheres na sala. Sentadas. Umas jogavam às cartas, outras olhavam o homem lá ao fundo em cima de um escadote. Só uma fixava, entretida, o filme que estava a ser projectado na parede. Outras esperavam apenas que o relógio mostrasse as cinco e meia para atacarem a comida. Aos poucos a sala encheu. Uma adolescente de mini-saia. Uma grávida. Muitas mulheres idosas. Uma, sentada numa cadeira de rodas. Um homem vestido de mulher. Mais mulheres. Traziam sacos nas mãos, chinelos nos pés, olhar perdido. E fome.
Fazia parte do programa uma acção de voluntariado com pessoas sem-abrigo ou em situação de exclusão social e por isso fomos ao Thrive D.C., uma ONG num bairro hispânico de Washington. Trabalhámos na cozinha, cortámos pão, dobrámos roupa, lavámos louça, tratámos dos legumes, servimos refeições, limpámos as mesas.
Pediram-nos para nos apresentarmos: “olá, sou a Ana, venho de Lisboa, Portugal. Da Europa, lá do outro lado do Oceano!” Um aplauso tímido. “Ueu, the other side of the Ocean?!”. Uns quantos sorrisos.
Pude conhecer a Ilda. Veio da Jamaica. Óculos brancos. Um dente de ouro. Terá uns sessenta anos. Sorriso sereno, conformado com o que a vida lhe destina. “Tem filhos, Ilda?” – perguntei. “No, sweetheart, I have no one in this world”.
Pude conhecer Fatima. Tão bela e tão nova, que não se atreveu a dizer-me a idade. Teria uns desassete, dezoito anos. “Not Fátima. But Fatíma”, corrigiu-me. Contei-lhe a importância que em Portugal davam a Fátima. Sorriu. “Are you coming back here tomorrow?”
Pude conhecer a Odília, pesada, marcante, lenço africano na cabeça. “Who’s the girl from Portugal?”, perguntou ainda de estômago vazio quando estava na fila para receber a comida quente. E ensaiou o português: “Eu sou de Camarões. Cameroon, you know? Gosto de falar português!”
No final, despedi-me da Ilda, com dois beijos, deu-me um abraço apertado. E mais um abraço a Fatíma, que perguntou se voltaríamos a ver-nos. E a enorme Odília, que já estava junto à porta e voltou atrás para se despedir. “How do you say kiss in Portugal?”

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Banho de Europa

O francês apareceu despenteado. O romeno deixou-se dormir. Quando o grupo estava a sair do lobby do hotel, a grega lembrou-se que tinha deixado algo de essencial no quarto. A americana desesperava, olhando para o relógio. Saímos do hotel com quase dez minutos de atraso.
O percurso até à sede da Fundação que nos paga a Bolsa não é longe, por isso seguimos a pé. Uma correria, às 7.50h, pela Connecticut Avenue. Chegámos. Dez minutos atrasados, nós, os europeus. Mau. Muito mau… E mesmo assim faltava um, o italiano: não tinha conseguido o visto a tempo, só viria no dia seguinte.
O “Lecturer”, um académico de renome da American University, estava com ar de poucos amigos. Toda a gente sabe que os americanos odeiam esperar. Começou a sessão. O telemóvel do turco começou a tocar. O dinamarquês dormitava com jet lag. O francês continuava despenteado. O “Lecturer” ia falar-nos de valores, identidades, comparando americanos e europeus. Tinha ali um excelente mote.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Welcome to I-Washington

São mulheres bem vestidas com um na mão. São homens que correm na rua com um na mão. É uma criança de ascendência asiática sentada no chão entretida com um. Três jovens na esplanada, na Happy Hour, cada um com o seu. Não conversam, teclam e ouvem música. A Conferência, na sala de formação, é dada com um na mão.
Washington está rendida aos “I”: Iphones, Ipads, Ipods, I, I, I…
Aqui ninguém sabe o que é um Nokia? Nok-what? Inokia? A new Imodel? Sinto-me uma info-excluída.
Não há que enganar. Quem manda em Washington não é Obama. É o homem da Apple, Steve Jobs. E, que me perdoem os nova-iorquinos, Nova Iorque já não é a Big Apple. A verdadeira Big Apple é a cidade de Washington!

domingo, 19 de junho de 2011

Na América, à terceira

Já estive duas vezes nos Estados Unidos da América. Na primeira vez, em 2006, fui acompanhar uma visita do Presidente da República Cavaco Silva aos EUA. E na segunda, em 2008, fui como bolseira da FLAD (Fundação Luso-Americana), com uma bolsa de formação para jornalistas no Committee of Concerned Journalists em Washington D.C.
Esta é a minha terceira viagem aos EUA e a minha segunda Bolsa de Formação. Desta vez, vou como Bolseira da German Marshall Fund of the United States.
Começa aqui a minha mais profunda aventura americana.